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Euditorial
ESTÁ MUDANDO a forma
de se fazer política no Brasil. E já não era sem tempo. Mas, como única
maneira possível, foi por movimento do próprio eleitor. A primeira
mudança sensível foi que o eleitor parou de ouvir a oposição e passou a
avaliar os governos ele mesmo. Prometeu empregos? Cadê os empregos? Ah,
estou empregado, então o candidato é bom. Quando Lula inventou o
“Lulinha Paz & Amor”, ou seja, limitou a falar bem de si e do
seu partido e dizer o que faria, sem nunca falar mal do concorrente,
sempre com voz mansa e feliz, o povo sentiu que algo mudara, e com as
promessas cumpridas, deu-lhe até 88% de aprovação. E quando apontam onde
foi que o governo acertou, todos indicam que foi na distribuição de renda
e geração de empregos. Todos puderam consumir mais, comer mais e melhor.
Não apontam Saúde, Educação e nem Segurança Pública, que eram sempre os
pontos defendidos. Estão quase todos na escola, mas a escola é ruim
porque o sistema está apodrecido e ninguém é capaz de melhorar esse
cenário da noite para o dia. São muitos professores ruins e ganhando
muito pouco. O mesmo se dá com a Polícia e com a Saúde. É um processo
lento. Já melhorar o dia-a-dia fica mais rápido, e então se pode dar
escola técnica e formação de mão de obra para as novas vagas de alta
tecnologia. Eleitor não vende mais votos e, os que vendem, se beneficiam,
e o candidato perde o dinheiro e a eleição. O Brasil é um país rico mas, infelizmente, com tudo o que foi feito, ainda é
um país muito injusto, e quem quiser governar terá que olhar só para
isso: as injustiças sociais.
Horóscopos diversos
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Não
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Nunca tinha visto por
esse ângulo...
Soneto na veia
Afrodite II
Alberto de Oliveira
Cabelo errante e
louro, a pedraria
Do olhar faiscando, o mármore luzindo
Alvirróseo do peito, - nua e fria,
Ela é a filha do mar, que vem sorrindo.
Embalaram-na as vagas, retinindo,
Ressoantes de pérolas, - sorria
Ao vê-la o golfo, se ela adormecia
Das grutas de âmbar no recesso infindo.
Vede-a: veio do abismo! Em roda, em pêlo
Nas águas, cavalgando onda por onda
Todo o mar, surge um povo estranho e belo;
Vêm a saudá-la todos, revoando,
Golfinhos e tritões, em larga ronda,
Pelos retorsos búzios assoprando.
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